Brasília
Rodrigo Cintra dá dicas de como tingir os cabelos em casa sem apuros
É importante lembrar que deve ser uma decisão pensada e, não, impulsiva! Tenha paciência, consulte seu cabeleireiro antes e siga as dicas do hairstylist
Neste momento de isolamento social, nos privamos de muitos hábitos que tínhamos antes, como ir à academia, à manicure e ao salão de beleza. Quem estava acostumada a tingir o cabelo, se vê na angústia de querer retocar a raiz e não poder!
Diante deste cenário, muitas mulheres estão arriscando a tingir e retocar o cabelo em casa. Mas é preciso tomar alguns cuidados na hora de fazer algo que, talvez, não esteja tão acostumada a fazer.
Por isso, o hairstylist Rodrigo Cintra listou algumas dicas essenciais para tingir os cabelos em casa sem apuros. Confira!
Converse com o seu cabeleireiro antes
Mesmo a distância, é crucial conversar com o seu cabeleireiro de confiança antes de realizar o procedimento. “Ele pode explicar melhor qual é a marca que
você deve usar, o número de coloração ideal, e até mesmo a proporção, se houver”, explica Cintra. “Escolher coloração é um processo complicado, mesmo que seja só para retocar.”
Antes de aplicar a tinta, prepare o cabelo
Cintra ressalta que a hidratação é importantíssima antes de começar o procedimento. “Vale lembrar que o ideal é cuidar sempre, com tratamentos de nutrição, hidratação e reconstrução, de acordo com a necessidade do fio”, explica ele.
Hidratações com sistema de bio-reconstrução também é uma boa opção, pois devolvem nutrientes perdidos com o tempo e com processos químicos e ainda preparam o cabelo para transformações.
Proteja a sua pele
Antes de aplicar o produto, Cintra recomenda proteger a pele com um pouco de condicionador ou gel de cabelo. Ao iniciar a aplicação da tinta, use luvas e pincel.
Para retirar as manchas de tinta da pele, use sabonete comum esfregando a ponta de uma toalha. Lembre-se de vestir uma roupa velha, pois a tinta mancha.
Retoque apenas as raízes visíveis
Para quem for retocar as raízes, o hairstylist indica retocar apenas as raízes visíveis. “Se pintar o cabelo toda vez que for retocar a raiz, vai fazer os pigmentos se acumularem e, com o tempo, o comprimento e as pontas ficarão de tonalidades diferentes da raiz. E só um profissional para consertar”, alerta.
Quando você faz uma coloração/descoloração e o cabelo oxida, precisa de pigmento. “Você pode aplicar o tonalizante para neutralizar a cor que foi revelada. Ele forma uma película nos fios e tem efeito temporário, isto é, sai após algumas lavagens”, explica ele.
“Existe ainda a coloração permanente, como o nome diz, ela não sai facilmente, precisa fazer um processo no salão se quiser retirar a cor, ou deixar os fios crescerem e ir cortando até a cor sair”, completa.
Faça um teste de mecha
“Fazer um teste em uma mecha antes de aplicar a tinta vai detectar se o cabelo pode ser submetido ao tingimento, se pode quebrar ou se o produto pode dar alguma reação alérgica”, explica Cintra. “Faça de acordo com as instruções da embalagem e com a orientação do seu cabeleireiro”, orienta.
Para saber a cor que vai ficar, separe a mecha na nuca, prenda o resto e aplique a coloração. Coloque um papel alumínio ou uma folha para não ter contato com o resto dos fios. Espere o tempo total da ação, enxágue e seque.
Cuidado na hora de mudar a cor do cabelo
“Nesse momento, fazer retoques tudo bem, mas não é a hora de mudar”, alerta o hairstylist. “Só é possível mudar uma cor se o cabelo for claro. Para um tom mais escuro, ou descolorido, você coloca uma cor. Quem tem o cabelo escuro e quer clarear, não consegue com coloração. Essa é uma regra universal: coloração não clareia coloração. Tem que ser feito uma limpeza com descolorante”, reitera.
“Agora, se for para escurecer é mais fácil. Porém, exige conhecimento. Se a mulher tiver o cabelo muito claro e quiser escurecer para um castanho, tem que tomar cuidado para o cabelo não ficar acinzentado. Se for de um cabelo claro para um escuro tem que fazer pré-pigmentação, tem que colorir antes de chegar na cor desejada”, esclarece Cintra.
Ele ainda ressalta que encontrar uma cor que combine com a pessoa exige conhecimento de colorimetria, fundos de pigmentação e textura dos fios. “Por exemplo, escolher a cor por meio da caixinha só é indicado para quem tem cabelo sem pigmentação (branco ou descolorido). E mesmo assim pode não ficar exatamente igual”, explica. Isso acontece porque o cabelo natural tem pigmentos próprios que reagem com pigmentos de coloração, formando uma terceira cor, uma espécie de mistura entre a cor do seu cabelo e a cor da tinta.
Nada de ficar loira na quarentena!
Cintra é pontual ao dizer que não aconselha realizar a descoloração ou fazer luzes em casa. “São técnicas minuciosas. Se der errado, vai manchar, marcar, deixar o fio elástico a ponto de quebrar e até ocorrer um corte químico!”, alerta.
Vale lembrar, ainda, que existe um tom ideal para cada tipo de pele, então se trata de um procedimento que deve ser feito apenas com um profissional.
Leia a bula sempre
A forma de usar a tinta pode mudar de acordo com cada marca. Prepare de acordo com a bula. “Não fique menos tempo que o indicado com a cor nos fios, pois a coloração pode não agir totalmente e apresentar falhas em algumas partes ou então apresentar transparência na cobertura dos brancos”, explica.
Por falar em brancos, quem quiser tingir os fios grisalhos que já estiverem aparecendo na raiz, basta dividir o cabelo com um pente de cabo fino e depositar a tinta. “Não precisa ficar passando o pincel. Quanto mais fina for a divisão, melhor vai ser a cobertura de branco. Prenda as mechas com presilhas. Se alguém puder aplicar, melhor”, aconselha Cintra.
Tenha calma e paciência
Por fim, Rodrigo explica que a principal dica de todas é ter paciência. Antes de tomar qualquer decisão impulsiva, como cortar o cabelo ou tingir, respire fundo e pense bem se é exatamente o que você quer, para não haver arrependimentos.
“Siga as dicas, acima, e não prejudique seu cabelo. Ele é a moldura do seu rosto. Ligue para o seu cabeleireiro, peça uma consultoria online sobre hidratação, produtos que você pode adquirir de salão e usar em casa com segurança. Cuide bem de você e dos seus fios, tudo vai passar! Estamos juntos!”, finaliza.
Motoristas que passaram pelo local estranharam a fumaça preta que sai das torres, que se trata, na verdade, de uma simulação de incêndio
Uma fumaça no Congresso Nacional assustou os brasilienses nesta sexta-feira (21/6). Quem passou pelo local, observou uma fumaça preta saindo pelas torres do órgão e se preocupou. Vídeos gravados pelos moradores da capital mostram o momento, confira:
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A fumaça se trata, na verdade, de um procedimento para exercício de enfrentamento de emergência, realizado pela Seção de Prevenção e Combate contra Incêndios do Departamento de Polícia Legislativa (Seprin/Depol) no Anexo I.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBM-DF) confirmou que a fumaça se trata da simulação.
A data da simulação não foi incialmente anunciada e terá duração de aproximadamente duas horas. A energia do edifício foi desligada e não é autorizada movimentação de veículos no estacionamento até o término da ação.
Brasília
Governo federal libera mais R$ 1,8 bilhão para ações de apoio ao RS
Crédito extraordinário foi autorizado por meio de medida provisória
A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder a validade.
A maior parte do montante irá para ações da Defesa Civil e o Auxílio Reconstrução, somando mais de R$ 1,4 bilhão. Os recursos autorizados hoje poderão também ser usados para volta das atividades de universidades e institutos federais, assistência jurídica gratuita, serviços de conectividade, fiscalização ambiental, aquisição de equipamentos para conselhos tutelares e atuação das polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública.
No último dia 11, o governo federal já havia destinado R$ 12,1 bilhões, também por MP, ao estado, para abrigos, reposição de medicamentos, recuperação de rodovias e outros.
>> Veja como será distribuição do crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão:
– Retomada de atividades das universidades e institutos federais (R$ 22.626.909)
– Fortalecimento da assistência jurídica integral e gratuita (R$ 13.831.693)
– Suporte aos serviços de emergência e conectividade (R$ 27.861.384)
– Ações de fiscalização e emergência ambiental (R$ 26.000.000)
– Aquisição de equipamentos para Conselhos Tutelares (R$ 1.000.000)
– Ações da Defesa Civil (R$ 269.710.000)
– Auxílio Reconstrução (R$ 1.226.115.000)
– Ações integradas das Polícias Federal, Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança Pública (R$ 51.260.970).
De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o crédito visa atender “a diversas despesas relativas ao combate às consequências derivadas da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, tanto no aspecto de defesa civil e logística, como também o enfrentamento das consequências sociais e econômicas que prejudicam toda a população e os entes governamentais”.
No total, já foram destinados R$ 62,5 bilhões ao estado, arrasado pelas chuvas, conforme a Presidência da República.
Por Agência Brasil
Brasília
Senador abastece carros da família com verba pública; gasto por mês daria para cruzar 4 vezes o país
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O senador Alexandre Luiz Giordano (MDB) manteve perfil discreto desde que assumiu o cargo por ser suplente de Major Olímpio (do antigo PSL), que morreu em 2021 durante a pandemia vítima de Covid-19. Ele tem chamado atenção no meio político, porém, pela prestação de contas com combustíveis e seu périplo por restaurantes caros de São Paulo.
Levantamento da Folha de S.Paulo mostra que gastos de mais de R$ 336 mil abasteceram carros de Giordano, de seu filho e também de uma empresa da família. Com o combustível em preços atuais, o total seria o suficiente para dar 17 voltas na Terra. A média mensal de gastos com o item, de cerca de R$ 9.000, possibilitaria cruzar o país, em uma linha reta do Oiapoque ao Chuí, quatro vezes por mês.
O senador diz não haver irregularidade nos gastos e que não utiliza toda a verba disponibilizada. Ele ainda justifica o uso de veículos particulares para economia e afirma que o STF (Supremo Tribunal Federal) já arquivou questionamento sobre gasto de combustível. A apuração, porém, não esmiuçava todos os detalhes dos gastos do senador ao longo de três anos.
Os dados no site do Senado apresentam limitações por misturar despesas com locomoção, hospedagem, combustível e alimentação uma minoria de senadores traz um detalhamento ampliado, o que não ocorre nos dados relativos a Giordano. Nessa categoria mais ampla, Giordano tem o sexto maior gasto desde que assumiu, com um total de R$ 515 mil. A reportagem localizou R$ 336 mil em despesas exclusivamente com postos de gasolina por meio da análise do nome dos estabelecimentos, que é de longe o maior entre senadores por São Paulo.
Pelo mesmo recorte, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL), por exemplo, gastou por volta de R$ 10 mil em postos de gasolina e centros automotivos nos últimos três anos. Já Mara Gabrilli (PSD) gastou R$ 26 mil. No caso de Giordano, a maioria das notas está concentrada no Auto Posto Mirante (R$ 183 mil), zona norte da capital paulista, região do escritório político e empresas da família do senador. Outro posto, o Irmãos Miguel consta de reembolsos que somam por volta de R$ 122 mil. O estabelecimento fica na cidade de Morungaba, de menos de 14 mil habitantes, no interior de São Paulo.
O lugar abriga o Hotel Fazenda São Silvano, do qual Giordano é dono. O senador não detalhou por qual motivo concentra tamanho gasto em combustível na cidade. A Folha de S.Paulo também encontrou gastos em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Todas registradas em finais de semana, quatro notas, totalizam gastos de R$ 1.200 no Auto Posto Ipiranguinha, que fica na rodovia Oswaldo Cruz a reportagem localizou ação judicial do ano passado que cita um imóvel do filho de Giordano, Lucca, em condomínio a cerca de 2 km do local.
Em um dos domingos em Ubatuba, em janeiro de 2023, também foi registrado um gasto R$ 255 com um pedido de um abadejo para dois. Na época desse gasto, o Senado estava em recesso. A reportagem encontrou diversos gastos com refeições aos finais de semana, mesmo durante a pausa do Legislativo. As despesas do senador com alimentação chamam a atenção pela predileção por restaurantes caros, conforme foi revelado pelo Metrópoles.
Em março, há uma nota fiscal de R$ 681 da churrascaria Varanda Grill, na região da Faria Lima, que incluiu dois carrés de cordeiro por R$ 194 cada. Em 2022, o ressarcimento foi de R$ 810 na churrascaria Rodeio, em Cerqueira Cesar, com direito a uma picanha para dois no valor de R$ 385. A lista traz locais como Fogo de Chão, Outback, Jardim Di Napoli e Almanara.
A exigência não vai apenas para os pratos. Uma nota fiscal do restaurante Cervantes traz R$ 144 apenas em seis unidades de água, das marcas premium San Pellegrino e Panna. Em 2018, Giordano declarou R$ 1,5 milhão em bens à Justiça Eleitoral. Desafeto de Ricardo Nunes (MDB), Giordano levou para Guilherme Boulos (PSOL) seu apoio, mas também um histórico de polêmicas na política.
O caso mais ruidoso veio à tona em 2019, quando Giordano foi personagem de uma crise política no Paraguai envolvendo a usina hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo as investigações, o então suplente usou o nome da família Bolsonaro para se credenciar na negociação da compra de energia. Ele nega ter falado em nome do governo ou do clã Bolsonaro.
SENADOR DIZ QUE USA CARROS PARTICULARES PARA ECONOMIZAR
O senador Giordano afirma que os os gastos já foram analisados pelo Senado, pela Procuradoria Geral da República e pelo STF, sendo que os dois últimos arquivaram procedimento preliminar “por entenderem que não há qualquer ilegalidade nos apontamentos realizados”.
O MPF havia pedido à corte que intimasse o senador após apurar gasto de R$ 3,9 mil em gasolina e diesel em um só dia. O arquivamento aconteceu após explicação de que esse tipo de gasto se referia a 15 dias ou mais, e não a uma única visita.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, aceitou o argumento e ressaltou que os gastos não ultrapassam o limite mensal de R$ 15.000 para este tipo de item. Giordano diz que cota parlamentar contempla também de sua assessoria quando em atividade e afirma que “utiliza e disponibiliza para seus assessores, quando em apoio à atividade parlamentar, os veículos que possui”. Ele afirmou ainda que assessores utilizam, se necessário, os próprios veículos para deslocamentos no âmbito da atividade também.
A resposta aconteceu após a reportagem enviar quatro placas de veículos à assessoria de Giordano, no nome dele, do filho e de empresa da família, que constavam das notas. Ele justifica o uso dos automóveis para “evitar a ampliação do uso da verba de gabinete com aluguéis de veículos” e que os gastos nos postos citados ocorrem por questões logísticas. “Vale ressaltar que este parlamentar não utiliza toda a verba disponibilizada, tendo mensalmente sobras acumuladas”, afirma, em nota.
O senador ainda afirmou que atividade parlamentar não se restringe a dias úteis, “estando o parlamentar em contato constante com sua base para atender às demandas postas”. Giordano também afirmou que os gastos com alimentação ocorrem no exercício de atividades parlamentares e que as refeições mencionadas estão ligadas ao cumprimento do mandato, estando em conformidade com a lei.
A reportagem localizou recibos com placas de veículos em nome do filho do senador, Lucca Giordano, de empresa da família e do próprio parlamentar as notas citam o senador como cliente. A maioria dos comprovantes, porém, não especifica o carro abastecido.
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