Tecnologia
De selfies a algoritmo, como o Instagram mudou o mundo em 10 anos
O Instagram mudou percepção estética do mundo, mas, como parte do Facebook, está no centro da discussão sobre redes sociais dos últimos anos
Há 10 anos era lançado um aplicativo que entraria para a história e seria um dos mais baixados da década de 2010. Em 6 de outubro de 2010, nascia o Instagram, das mãos do brasileiro Michel “Mike” Krieger e Kevin Systrom — que passaram semanas desenvolvendo um app que, de início, tinha muito mais funções do que compartilhar fotos na internet.
Venceu a simplicidade, e o Instagram foi criado como uma rede social focada no celular, em uma época em que os smartphones começavam a dominar o mercado e a se tornar o dispositivo padrão para a fotografia. Os efeitos vintage e vinhetas coloridas davam um apelo nostálgico de polaroid ao app, inicialmente disponível apenas para iPhones.
A primeira publicação da rede, uma imagem do Pier 38, em São Francisco, foi feita por Krieger, o brasileiro que ajudou a criar a rede social. Pouco podia-se imaginar que 10 anos depois aquele aplicativo seria responsável por mudanças de comportamento e de mercado, se tornando uma parte comum da vida conectada e do dia a dia de milhares de empresas, que o utilizam para falar com consumidores — atualmente, a plataforma tem mais de 1 bilhão de usuários.
O sucesso veio rápido. No primeiro dia, 25.000 pessoas criaram uma conta no app. Foram um milhão nas primeiras seis semanas. Em menos de dois anos, o Instagram foi vendido para o Facebook por 1 bilhão de dólares e, dali, se transformou num símbolo da cultura pop. Hoje, é a rede social para seguir celebridades, famosos e até pessoas, antes comuns, que ganharam seguidores e fama. Virou tema de músicas e livros. Virou o lugar onde estão momentos e fotografias importantes. Virou o lugar onde está indignação: em junho, 28 milhões de publicações foram feitas como parte do protesto #BlackTuesday.
O trunfo do Instagram foi ter percebido a importância que os smartphones teriam. Diferentemente do Facebook e do Twitter, que já eram redes sociais bastante populares quando o Instagram surgiu, a plataforma era centrada no smartphone e nunca teve um apelo muito grande para uso no desktop. O uso da internet cresceu nos anos seguintes, ancorado nos dispositivos móveis. Dados da pesquisa TIC domicílios apontam que mais de 70% da população brasileira acessa a internet, 98% dos usuários utilizam um celular para isso. Há 10 anos, essa não era uma estratégia tão óbvia quanto é hoje.
A proposta estética atual é um pouco diferente da original: o Instagram é uma plataforma amplamente responsável pelo apelo imagético contemporâneo, um filtro aplicado à apresentação da vida.
Além da compra pelo Facebook, outra marca para a rede social aconteceu em 2012. Kim Kardashian criou uma conta. Ali começava outra transformação pela qual o Instagram teria papel importante: o uso de marketing de influência. As Kardashian, não só Kim, mas toda sua família, desempenharam função importante na monetização das redes sociais que até então não tinham um modelo de negócios muito claro.
A primeira foto dela, uma selfie, é uma parte da história estética do século 21: ditou a tendência do que hoje é o padrão de compartilhamento no Instagram. Para Abel Reis, especialista em mídias digitais e sócio fundador da consultoria Logun Ventures, o Instagram ajudou a diluir a curadoria, retirando-a de uma indústria centralizada e passando para uma “curadoria algoritímica”, feita por vários criadores.
“O Instagram tem uma particular responsabilidade em uma cultura visual que se estabeleceu nos últimos anos”, diz. “Os filtros são globais, é um recurso que é entendível em qualquer lugar do mundo. Faz com que haja um certo gosto e preferência estética comum através das diferentes culturas da sociedade mundo afora”.
Até mesmo as primeiras publicidades rodadas na plataforma em 2013 repercutiam esse apelo estético. De acordo com o livro “No Filter”, escrito pela jornalista americana Sarah Frier, Kevin Systrom, então CEO do app, insistiu que as peças se assemelhassem às publicações: apenas imagens, sem texto. As revistas de moda tinham modelo parecido, em que as fotografias publicitárias replicavam as impressas pelo editorial.
Facebook e algoritmo
A compra pelo Facebook e uso de algoritmos são parte fundamental do que o aplicativo significa, mas também parte de seus atuais problemas. Com a massificação do Instagram veio a necessidade de manter audiência mais jovem e mais conectada.
Em 2016, o Instagram implementou uma mudança para um tipo de conteúdo mais rápido, com a adoção dos stories. Era claro, já à época, que a nova função era uma cópia direta do Snapchat, um aplicativo de vídeos curtos e que desapareciam depois de assistir, que cresceu muito nos anos anteriores. A adoção foi tão forte que não se limitou ao Instagram, mas foi incorporada em cada uma das plataformas da rede social.
Depois veio o IGTV, em 2018, com a proposta de trazer para a rede os vídeos mais longos, nativos do YouTube.
Hoje, esse modelo de réplica é novamente tentado através do Reels, ou Cenas, uma maneira que o Facebook encontrou de tentar conter a plataforma TikTok, outro sucesso entre o público mais jovem.
Nos últimos anos, o Instagram, por estar dentro do guarda-chuva do Facebook, tem sofrido os mesmos escrutínios que a rede social. Desde 2016, quando as redes foram usadas nas eleições americanas, a desinformação, divulgação de conteúdo impróprio e a publicidade direcionada têm se tornado tema debatido com frequência.
Não à toa alguns dos usuários acreditam que a plataforma os escuta para poder vender publicidade, ou se espantaram recentemente com o documentário “O Dilema das Redes”, da Netflix, que aponta para como a indicação de conteúdo via algoritmos e aprendizado de máquina funciona.
Sempre em transformação, a plataforma se prepara para ser um mercado de compra e venda de produtos: nos últimos anos tem cada vez mais investido em maneiras para empresas se posicionarem na rede social. Ainda nesta segunda, a plataforma anunciou a exposição de produtos no IGTV. “O Instagram, dentro da família Facebook, tem um poder extraordinário a ser explorado pelo ângulo do comércio eletrônico”, afirma Abel Reis, especialista em marketing digital.
O Instagram é atualmente irreconhecível em relação ao que era há 10 anos, mas nunca deixou de mudar e incorporar novas funções, ainda que elas fossem diretamente inspiradas em outros apps. Está, em 2020, maior e mais importante do que nunca. Deve continuar como peça fundamental de nossas vidas conectadas.
Tecnologia
“Brainrot”, você tem isso? Conheça esse efeito colateral da vida digital
Termo descreve a “deterioração mental” causada por consumir grandes quantidades de conteúdo de baixo valor, como memes e vídeos sem sentido
Se você leu meu texto sobre a slopficação da internet, talvez agora você fique um pouco mais assustado. Senta que lá vem a história…
Se você é millennial, como eu, e tinha uma certa esperança que a próxima geração seria melhor e daria conta de um monte de coisas que não conseguimos, bem… nascer e crescer imerso em redes sociais parece que não está fazendo muito bem, pelo menos na construção de gosto e o que se escolhe consumir online.
Entender minimamente a GenZ (Geração Z) e a Geração Alpha tem consumido boa parte do tempo das minhas pesquisas online. Sacar os movimentos e tentar entrar na cabeça dos jovens é interessante e surpreendente, já que os valores e gostos são completamente diferentes. E olha que pra muita coisa eu sou mais Z que Y.
Mas vamos para o que interessa. Você já ouviu ou viu, em algum lugar, termos como:
- Skibidi Toilet
- Level Five Gyat
- Rizz
- Fanum Tax
- Only in Ohio
- Sigma Looksmaxxing
- Grimace Shake
Parece erro, palavras sem sentido, mas eles têm aparecido com frequência em uma série de conteúdos virais, mais especificamente memes, e que têm sido atribuídos ao tal do “brainrot”. Se você perguntar para o Google Tradutor, não vai conseguir nada. Já para o ChatGPT, ele traz uma luz. Olha só:
Acho que, com isso, você já consegue ir sacando o que é “brainrot”. Apesar desse termo ser antigo (usado desde 2004), é agora que ele está bombando em redes sociais muito usadas por jovens da GenZ, como o TikTok.
E não é pouco dizer que esses jovens internautas estão obcecados com a tal “brain rot” ou “brainrot”. Tanto que a própria viralização do termo explica muito o que estamos vivendo nos tempos atuais: “doomscrolling“, essa rolagem infinita nos nossos feeds, e também nosso estado online crônico.
Traduzido por “podridão cerebral”, “apodrecimento do cérebro” ou até “cérebro apodrecido”, o termo, ou condição, descreve a “deterioração mental” causada por consumir grandes quantidades de conteúdo de baixo valor, como memes e vídeos sem sentido, que podem afetar negativamente as habilidades cognitivas e a capacidade de pensar criticamente.
Longe de ser um termo médico ou científico, é simplesmente um efeito colateral do nosso comportamento online, principalmente em redes sociais, frequentemente motivado por um desejo compulsivo de se manter atualizado, principalmente com eventos negativos, mesmo quando isso pode ser emocionalmente desgastante ou prejudicial para a saúde mental.
Basicamente, estamos gastando mais tempo e literalmente nos entregando e absorvendo grandes quantidades de informações irrelevantes e de baixa qualidade.
Sem entrar nas questões neurodegenerativas, não precisamos de muito para entendermos que, ao consumirmos conteúdos piores, ficaremos piores. Ou seja, nossos cérebros vão trabalhar com o que recebem. Se consumimos porcarias, vamos pensar em porcarias. Simples assim.
E tem muita gente online falando que já está com “brainrot” só de ter recebido ou passado por certos conteúdos, justamente porque estão muitos expostos a eles. E assim como os “slops” causam uma certa confusão mental, os conteúdos associados ao brainrot também, desassociando imagens ou conceitos de seus contextos reais.
Um exemplo é a imagem de um soldado da Segunda Guerra Mundial com um olhar atordoado, que faz parte da pintura de Tom Lea “That 2,000 Yard Stare“, que é usado em muitos conteúdos meméticos, e que TikTokers dizem ser brainrot.
Popularização e perigos
Fazendo uma pesquisa rápida no Google Trends, percebemos que tivemos uma procura maior do termo em 2005 e 2010, mas, a partir da segunda metade de 2023 até agora, o termo explodiu. E é interessante notar que esses picos estão muito associados à cultura gamer e a jogos que contribuíram com seu uso ao longo da década de 2010.
Inclusive, “brainrot” é uma doença que os jogadores podem contrair no jogo de “2011 The Elder Scrolls V: Skyrim“. Em 2007, ano que muita gente considera o surgimento do termo, ele aparece em posts no X, nos quais os usuários descreviam reality shows de namoro, videogames e certos comportamentos, como brainrot.
Um artigo recente do NYT, Jessica Roy relata como alguns usuários do TikTok até começaram a criar paródias de pessoas que parecem “ter” essa condição, ajudando, assim, na popularização, ridicularização e adoção do termo. E, apesar de não ser um elogio falar que alguém tem brainrot, algumas pessoas demonstram um leve orgulho ao admitir a condição.
Em um quiz recente do BuzzFeed, dava até pra saber se “o seu cérebro está 1000% cozido”. Outra leva de vídeos fala que quanto mais gírias da internet uma pessoa usa, mais brainrot ela tem.
E apesar do humor que tudo isso traz, existe um lado bem ruim. Sabe quando a gente fica obcecado por algo e vê aquilo em todo lugar, ou quando gostamos tanto de um personagem ou uma celebridade e começamos a ficar parecidos com elas? Bem, consumir conteúdos de baixa qualidade pode nos deixar menos preparados a certaz situações e “menos inteligentes”, como colocam os jovens com brainrot. Muitos compartilham nas redes seu medo de ficaram “burros”.
Há muitos pesquisadores que estão se debruçando nesse tema, como o neurocientista Michel Desmurget, que tem um livro bastante controverso, assim como outros que se adentram nesse tema, “A fábrica de cretinos digitais: Os perigos das telas para nossas crianças”.
Esse medo de ficarmos piores cognitivamente é real, porque somos o que comemos e consumimos. A “Geração Touch” e as “crianças de iPad” certamente carregam consequências disso, tanto pela tela e o aumento de miopia, muita quantidade de luz azul, que traz alterações no sono, e por aí vai, até o que é visto, assistido e lido.
Em toda a história da humanidade, acompanhamos as consequências boas e ruins das mais diversas tecnologias que foram sendo introduzidas nas nossas vidas, e se tratando de internet, hoje e sempre, independente da tecnologia em si, sabemos que “gostamos” de certos conteúdos justamente pelo modo como nosso próprio cérebro funciona.
Nem vou entrar nessa discussão, porque isso daria um outro texto, mas, no caso dos memes, eles são divertidos, rola uma conexão emocional positiva com eles, e isso dá uma ajudinha na disponibilidade de dopamina no nosso cérebro. É entretenimento puro e viciante.
Por isso mesmo, existem muitos pesquisadores interessados no assunto, tanto que, nos Estados Unidos, diversas instituições de saúde já estão estudando isso como um distúrbio. No artigo no NYT, é citada a pesquisa do Hospital Infantil de Boston, que chama essa condição de “Uso Problemático de Mídia Interativa”. E ela mostra que, conforme passamos muito tempo online, mudamos nossa percepção do espaço físico para o online, e isso tem consequências.
E a GenAI nessa história?
Brainrot está na moda hoje em dia, assim como a GenAI (inteligência artificial generativa). Mas será que a IA está ajudando a nos levar a um estado de brainrot generalizado?
Se o uso preguiçoso da GenAI pode nos fazer desenvolver menos algumas habilidades ao longo do tempo, não há dúvida. É como foi com a nossa memória, tanto que hoje não guardamos o número do celular de quase ninguém. Claro que nesse cas,o é reversível, podemos treinar e melhorar, graças a neuroplasticidade cerebral.
Mas, assim como a internet está se “slopificando”, ou seja, sendo tomada por conteúdos sem valor sendo gerados sinteticamente, nós também poderemos acabar nos deparando cada vez mais com esse conteúdo, e (por que não?) aumentando o brainrot, assim como nos enganando cada vez mais por conteúdos falsos. As consequências de longo prazo não sabemos, e muito estudo ainda será feito, mas, com certeza, uma coisa pode alimentar a outra.
Deveríamos nos preocupar com o “brainrot”?
Em certo sentido, sim, embora devamos ser cautelosos ao soar o alarme sobre o que impulsiona ou leva ao “brainrot”. É muito fácil referir-se a praticamente qualquer coisa como causadora de “brainrot”, se formos pensar.
A cultura da internet sempre traz questões e termos interessantíssimos que podem nos fazer pensar e desenvolver muitas teorias e conceitos. Brainrot ainda é uma expressão que carece de rigor científico, principalmente para descrever ou quantificar a saúde mental real. Mesmo assim, não significa que devemos ignorar ou minimizar as preocupações que estão no cerne desse termo.
Tecnologia
Tik Tok planeja lançar o Whee, plataforma de fotos ‘cópia’ do Instagram
Na plataforma, será possível manter um feed de imagens, utilizar filtros nas fotos tiradas pelo próprio aplicativo, além de manter um fluxo de conexão de amigos
O TikTok está trabalhando em seu próprio Instagram, afirmou o site Android Police na terça-feira, 18. O aplicativo, chamado Whee, tem como objetivo o compartilhamento de fotos com melhores amigos – uma mistura da rede de Mark Zuckerberg com o BeReal, de fotos instantâneas e não editadas. O app, que já pode ser utilizado em alguns países, ainda não chegou ao Brasil.
De acordo com as imagens vistas pelo Android Police, o Whee é um app separado do TikTok, mas também mantido pela ByteDance. Na plataforma, é possível manter um feed de imagens, utilizar filtros nas fotos tiradas pelo próprio aplicativo, além de manter um fluxo de conexão de amigos.
Configurações básicas como curtidas e comentários também estão presentes, em um layout bastante parecido com o do Instagram.
“Capture e compartilhe fotos da vida real que somente seus amigos podem ver, permitindo que você seja mais autêntico”, afirma a descrição do Whee no Google Play, loja de apps do Android. “Whee é o melhor lugar para amigos próximos compartilharem momentos da vida”, completam.
O TikTok e a ByteDance ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o aplicativo, mas já é possível encontrar a nova rede social em alguns países em celulares com sistema operacional Android.
Tecnologia
YouTube testa recurso que introduz “notas” de contexto em vídeos
Testes começarão nos Estados Unidos e serão feitos, inicialmente, com usuários e criadores selecionados
O YouTube anunciou, nesta segunda-feira (17), que permitirá em breve que os usuários adicionem “notas” que fornecerão contexto sobre alguns de seus vídeos. Os testes fazem parte de um novo recurso que inicialmente será lançado nos Estados Unidos.
A plataforma convidará alguns usuários e criadores de conteúdo, como parte da fase inicial de teste, para escrever notas destinadas a fornecer “contexto relevante, oportuno e fácil de entender” sobre os vídeos.
As notas, por exemplo, poderão esclarecer quando uma música é uma paródia, apontar quando uma nova versão de um produto que está sendo analisado estiver disponível ou informar aos espectadores quando imagens antigas são erroneamente apresentadas como eventos atuais.
A rede social X, antigo Twitter, possui um recurso semelhante chamado Notas da Comunidade, que permite que colaboradores selecionados adicionem contexto às publicações, incluindo tags como “enganoso” e “fora de contexto”.
O recurso de notas no YouTube será, inicialmente, disponibilizado em dispositivos móveis para usuários nos Estados Unidos e em inglês. Nessa fase, avaliadores externos classificarão a utilidade das notas, o que ajudará a treinar os sistemas, antes de um possível lançamento mais amplo, disse o YouTube.
*Com reportagem de Yuvraj Malik, em Bengaluru
CNN Brasil
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