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Políticos brasileiros divergem nas redes após prisão de Maduro

Foto: Sérgio Lima/AFP

A polarização política entre direita e esquerda no Brasil aumentou neste sábado, dia 3, após notícias sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, em uma operação militar recente.

Na disputa de versões nas redes sociais, políticos da direita comemoraram a prisão, afirmando que representa a libertação da Venezuela. Eles também tentaram associar Maduro ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tem uma relação antiga, apesar de estarem distantes neste mandato.

Por outro lado, representantes da esquerda condenaram a prisão como um crime e uma agressão dos Estados Unidos contra o direito internacional. Expressaram preocupação com a instabilidade na região.

Reações nas redes

O deputado federal e ex-ministro Osmar Terra (PL-RS) celebrou a prisão e previu mudanças na América Latina: “Maduro capturado! Nada será como antes nas Américas. Ditadores estão assustados! Viva a liberdade!” disse em postagem. “Os tiranos na América Latina vão reconsiderar suas atitudes. A conversa sobre democracia e liberdade de expressão mudará em todos os países, inclusive no Brasil.”

O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi direto: “Maduro, amigo de Lula e recebido com honras no Brasil, termina desacreditado, isolado e preso. Esse é o fim do modelo que a esquerda admira, marcado por ruína, exílio ou cadeia.”

O deputado General Girão (PL-RN) postou: “Viva a liberdade! Queremos o mesmo para o Brasil.” A deputada Bia Kicks (PL-DF) declarou: “Notícia maravilhosa! Ditador sanguinário Maduro capturado e liberdade para o povo venezuelano.”

Na esquerda, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) criticou a ação dos EUA contra a soberania regional: “Inaceitável o ataque dos EUA à Venezuela, que luta para proteger sua maior riqueza, o petróleo, uma das maiores reservas mundiais.” Ele acrescentou que para o ex-presidente Trump não importa a democracia ou vidas civis, mas ter um governo submisso aos EUA. “A América Latina sofre agressões novamente.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também classificou a operação como “gravíssima e inaceitável”: “A escalada de guerra do Governo Trump chega buscando o petróleo da Venezuela, que possui cerca de 17% das reservas globais. A América do Sul deve se unir por justiça, paz e pelo princípio da não intervenção. A Constituição Federal orienta o Brasil a apoiar a autodeterminação dos povos.”

O deputado José Guimarães (PT-CE) afirmou que a ação dos EUA fere o direito internacional e a soberania do povo venezuelano.

Até o começo deste sábado, os presidentes da Câmara e do Senado não tinham se manifestado sobre a situação, assim como o presidente da República.

Estadão Conteúdo

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