Brasil
Como está a situação da covid-19 no estado de SP após início da reabertura
São 144.593 mortos e 9.188 mortes pela doença no estado. Ocupação de leitos para UTI segue estabilizada, em parte devido à ampliação de capacidade
Uma semana após o início do processo de reabertura da atividade econômica no estado de São Paulo, os números da covid-19 seguem em patamar estável, ainda que preocupante. Chegou a 144.593 o número de casos confirmados e a 9.188 a quantidade de óbitos pela doença.
A ocupação de leitos para UTI segue estabilizada, em parte devido à ampliação de capacidade. O governador João Doria anunciou que serão 8.800 leitos exclusivos para UTI até final do mês. A ocupaçãoatualmente está em 67% dos leitos no estado e 75% na Grande São Paulo.
“Estamos tendo um crescimento a baixa velocidade (…) Há uma certa estabilização do comportamento da epidemia no estado de SP”, disse José Henrique Germann, secretário de saúde do estado.
Vale lembrar que ainda é cedo para avaliar os efeitos da reabertura parcial em algumas cidades, já que ela é incipiente e a doença tem um período de incubação de até 14 dias. Além disso, poucos serviços foram permitidos a reabrir, com regras mais rígidas de lotação e protocolos de higiene, e a circulação das pessoas ainda é restrita.
Na Grande São Paulo, o isolamento social ficou em 51% no sábado e 53% no domingo. Já no estado, o isolamento foi de 49% no sábado e 52% no domingo.
Capital
A capital do estado está na fase 2 (laranja) no plano de retomada, e começou a receber na semana passada propostas de regras para que o comércio volte a funcionar. O prefeito Bruno Covas (PSDB) evitou dar prazo para análise dos protocolos e pediu “um pouquinho mais de paciência” ao setor.
Até o momento, dos serviços considerados não essenciais a capital só autorizou o retorno de concessionárias e escritórios. Outras atividades que pelo plano de reabertura poderiam funcionar com limitações, como shoppings centers e galerias comerciais, seguem fechadas.
A Prefeitura anunciou, ainda, a reabertura com restrições de cinco Descomplica SP, praças de atendimento que reúnem cerca de 300 serviços municipais, como a emissão de Carteira de Trabalho ou solicitação de Bilhete Único. Não há previsão de abertura de outros equipamentos.
Testes e dados
A equipe do estado também anunciou na coletiva um esforço para ampliar a notificação obrigatória de testes feitos pela iniciativa privada.
“Isso dará uma visão mais abrangente da pandemia e como combatê-la. Transparência nos dados significa trabalhar melhor, jamais esconder informações”, disse Doria.
Ele reforçou que o governo estadual também irá ampliar a divulgação de dados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) para incluir, entre outras informações, os dados de internações.
“Já vínhamos fazendo isso e ampliamos estas informações para garantir acesso a toda a população, especialmente jornalistas, a tudo aquilo que se refere ao coronavírus no Estado de São Paulo” disse.
Ele criticou o “apagão de dados” da doença pelo Ministério da Saúde, que nos últimos dias vem atrasando a divulgação, além de fornecer dados contraditórios e boletins reduzidos que não permitem comparação histórica ou clareza sobre os critérios.
O atraso deliberado de informações já disponíveis, além de impedir a fiscalização de políticas públicas, vai contra leis de acesso à informação e regulações específicas relacionadas à pandemia.
Em reação à falta de transparência do governo federal, órgãos de imprensa e o Conass, que reúne os secretários de saúde estaduais, se comprometeram a organizar e divulgar os dados da doença de forma a permitir o acompanhamento.
(Com Estadão Conteúdo)
Brasil
Taxa de desmatamento no Cerrado cai pela primeira vez em 4 anos
Dados são do sistema Deter, do Inpe, e foram anunciados pela ministra Marina Silva
Os alertas de desmatamento no Cerrado caíram pela primeira vez desde 2020 no primeiro semestre deste ano. As informações são do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgadas nesta quarta-feira pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
A área total desmatada de janeiro a junho de 2024 foi de 3.724 quilômetros quadrados. Esse índice vinha numa tendência de alta desde 2020, atingindo o ápice no primeiro semestre de 2023 – 4.395 – já durante a gestão do governo Lula. De 2023 a 2024, a a redução computada foi de 15%.
A ministra Marina Silva afirmou que os dados são um resultado do plano de combate ao desmatamento lançado em novembro do ano passado e da articulação do governo feita junto aos governadores da região. Em março, ela participou junto com outros ministros de uma reunião com os chefes dos Estados para tratar sobre estratégias de prevenir a devastação no Palácio do Planalto.
O corte da flora no Cerrado ocorre sobretudo nos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – área conhecida como Matopiba – e em mais de 40% dos casos tinha autorização dos governos estaduais.
“Esse é o primeiro número de redução consistente no cerrado, enquanto se consolida a tendência de queda no desmatamento da Amazônia”, disse o secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco.
Considerados os maiores biomas do país, o Cerrado e a Amazônia somam mais de 85% da área desmatada no último ano, segundo estudo do MapBiomas. Em 2023, Cerrado superou pela primeira vez a Amazônia no tamanho de área desmatada – 1,11 milhão de hectares de vegetação nativa perdidos, o que equivalia a 68% de alta em comparação com 2022.
Os alertas de desmatamento na Amazônia tiveram uma queda de 38% no primeiro semestre em comparação com 2023. Foram 1.639 quilômetros quadrados de área derrubada – o menor índice em sete anos.
Agência o Globo
Brasil
Deputados apresentam texto de regulamentação da reforma tributária nesta quinta
Carnes na cesta básica, armas e carros elétricos no imposto seletivo ainda são dúvida
Os deputados do grupo de trabalho da Reforma Tributária apresentam nesta quinta-feira, a partir das 10h, o parecer do primeiro projeto de lei que regulamentará a reforma tributária. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira que a votação do texto em plenário deve ocorrer na próxima semana.
Entre os pontos polêmicos com expectativa de acréscimo ao relatório estão: a inclusão das carnes na cesta básica, além da inclusão no imposto seletivo de itens como armas, carros elétricos e jogos de azar.
Lira indicou dificuldades para a inclusão da carne in natura na cesta básica de alimentos, com alíquota zero, como defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendido pelos deputados do GT. O presidente da Casa argumentou que a inclusão pode gerar impacto na alíquota padrão de referência. O Ministério da Fazenda previa que a taxa poderia subir de 26,5% para 27% com a adição.
“Nunca houve proteína na cesta básica. Mas, temos que ver quanto essa inclusão vai impactar na alíquota que todo mundo vai pagar”, afirmou Lira.
Para os parlamentares, porém, o aumento de itens no imposto seletivo poderá compensar a perda de carga tributária e garantir uma alíquota mais baixa. Os deputados chegam a prever um imposto de até 25%, a partir de 2033, quando todos os cinco impostos sobre consumo serão extintos.
Entenda o contexto
O primeiro texto da regulamentação da Reforma Tributária detalha a implementação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que juntos formaram o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O tributo vai substituir cinco impostos que recaem sobre consumo hoje: PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS.
O atual texto de regulamentação da reforma tributária prevê que diferentes itens tenham a mesma alíquota padrão de imposto, como armas, munições, fraldas infantis, perfumes e roupas. Nenhum dos ítens estão na alíquota reduzida ou em regimes especiais. A proposta de regulamentação, porém, ainda será modificada por deputados do grupo de trabalho da Reforma Tributária.
O segundo texto, que deve ser apresentado nesta quinta-feira ao presidente Lira, trará os detalhes do funcionamento do Comitê Gestor, órgão que irá recolher e redistribuir o IBS a estados e municípios.
O IVA vai incidir no momento de cada compra, a chamada cobrança no destino. Hoje, os impostos recaem sobre os produtos na origem, ou seja, desde a fabricação até a venda final. Essa modalidade leva a um acúmulo das taxas ao longo da cadeia produtiva, deixando o produto mais caro.
O valor padrão do IVA ainda será definido e deve ser descoberto apenas um ano antes de cada etapa de transição. A transição entre sistemas começa em 2026, com a cobrança de apenas 1% de IVA. O valor vai aumentando ao longo dos anos seguintes, até chegar em 2033, quando todos os impostos sobre consumo serão extintos, e sobrará apenas o IVA. O valor cheio será definido em resolução do Senado Federal, que também determinará qual parcela cada ao CBS e qual será de IBS.
Agência o Globo
Brasil
Haddad anuncia cortes de R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias
Ministro diz que determinação de Lula é cumprir arcabouço fiscal
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira (3), após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, que o governo prepara um corte de R$ 25,9 bilhões em despesas obrigatórias que abrangem diversos ministérios, para o projeto de lei orçamentária de 2025, que será apresentado em agosto ao Congresso Nacional. O corte ainda poderá ser parcialmente antecipado em contingenciamentos e bloqueios no orçamento deste ano.
“Nós já identificamos e o presidente autorizou levar à frente, [o valor de] R$ 25,9 bilhões de despesas obrigatórias, que vão ser cortadas depois que os ministérios afetados sejam comunicados do limite que vai ser dado para a elaboração do Orçamento 2025. Isso foi feito com as equipes dos ministérios, isso não é um número arbitrário. É um número que foi levantado, linha a linha do orçamento, daquilo que não se coaduna com os programas sociais que foram criados, para o ano que vem”, disse o ministro em declaração a jornalistas após a reunião.
O levantamento dos programas e benefícios que serão cortados foi realizado desde março entre as equipes dos ministérios da área fim e as pastas do Planejamento e da Fazenda. Além disso, bloqueios e contingenciamentos do orçamento atual serão anunciados ainda este mês, “que serão suficientes para o cumprimento do arcabouço fiscal”, reforçou o ministro.
Essas informações serão detalhadas na apresentação do próximo Relatório de Despesas e Receitas, no dia 22 de julho. “Isso [bloqueio] está definido, vamos ter a ordem de grandeza nos próximos dias, assim que a Receita Federal terminar seu trabalho”.
Haddad reforçou que o governo está empenhado, “a todo custo”, em cumprir os limites da lei que criou o arcabouço fiscal.
“A primeira coisa que o presidente determinou é que cumpra-se o arcabouço fiscal. Essa lei complementar foi aprovada no ano passado, a iniciativa foi do governo, com a participação de todos os ministros. Portanto, não se discute isso. Inclusive, ela se integra à Lei de Responsabilidade Fiscal. São leis que regulam as finanças públicas do Brasil e elas serão cumpridas”, destacou o ministro da Fazenda.
A declarações de Fernando Haddad ocorrem um dia depois de o dólar disparar frente ao real, na maior alta em cerca de um ano e meio, no contexto de alta das taxas de juros nos Estados Unidos e também das críticas recentes do presidente brasileiro ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ao longo desta quarta, com novas manifestações de Haddad e do próprio presidente Lula, houve uma redução do nervosismo no mercado financeiro e o dólar baixou para R$ 5,56, revertendo uma cotação que chegou a encostar em R$ 5,70 no pregão anterior.
Agência Brasil
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